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INSCRIÇÕES ABERTAS

Solstício de Verão! O dia é maior que a noite, a luz é maior que a escuridão, a consciência aumenta e sentimos medo! Render é palavra de ordem. O reino chegou ao fim a intuição é forte, agora é a hora de usar as ferramentas reunidas para permanecer centrado.

Para que o ego possa ser verdadeiramente transformado, tem que ser conhecido e compreendido a todos os níveis.  Estamos numa fase de limpeza chamada Noite Escura da Alma.

Tudo o que precisamos está dentro de nós! A Noite Escura é uma experiência produtiva, conduz-nos à libertação, liberta-nos das fortes e inflexíveis convicções do ego. Podemos lutar contra isso, ou podemos flutuar, seguir o fluxo. Entreguemos as mágoa, culpa, defesas, medo e limites.  Entreguemos as ideias de certo e errado.  Abandonemos a ilusão de controle e permitamo-nos sentir o apoio na corrente das emoções (as água do rio). Descobriremos que é fácil quando desistimos da luta do ego, de ter razão e de querer provar a nossa verdade.  É este o caminho não há como contornar!

Deixa ir e observa sem julgamento os teus fluxos emocionais.  Rende-te, solta e deixa ir!

Há muitas maneiras de nos movermos através da realidade, e todas elas fluem, porque as coisas acontecem. No entanto, uma avalanche causada pelo fluxo de uma barragem que se abre não é o mesmo que o fluxo de um rio que alimenta a floresta no seu caminho. É necessário fluir dentro de parâmetros que ajudem a manter o equilíbrio. A força com a qual fluímos pode destruir tudo no caminho, derramar sobre a vida ou nutri-la.

O Universo é como um oceano e está cheio de correntes. As correntes são caminhos energéticos para facilitar o desenvolvimento coletivo. No oceano do Subconsciente, as correntes são o Inconsciente. As forças magnéticas, positivas e negativas, comportam-se como os fluxos de água quente e fria. Há áreas onde essas correntes são neutras, e não empurram as águas. Há neutralidade, mas não há movimento. Nada acontece. Assim, mais cedo ou mais tarde, há que entrar na corrente.

É aí que o fluxo faz sentido e, ao mesmo tempo, confunde quem flui.

Se em vez de usar a corrente, vivermos nela porque é mais fácil, nunca sairemos do Inconsciente. Viver num constante fluir, coloca-nos num estado de irresponsabilidade, onde não assumimos as nossas decisões, deixando que o que nos rodeie nos controle. Utilizemos a corrente como um meio de transporte, não como forma de vida. Façamos a nossa parte!

Entremos no fluxo e saibamos desapegar no momento de seguir o próprio caminho.

É aqui que descobrimos a importância do desapego. As grandes montanhas foram moldadas pelo fluxo constante da água. A água não se detém e avança melhor do que um grupo de pedras entre as rochas de um vale. Quanto mais firme e rígido te tornares, mais difícil e moroso é o caminho, quanto mais flexível, solto e livre te sentires, fluirás entre as rochas como se elas não existissem. Fluir ensina-nos, que é importante ser flexível e adaptarmo-nos constantemente para evoluir numa continua transformação. Ao nível físico, emocional, mental, ser flexível, fluir, é a chave para a transcendência.

A chave para fluir é reconhecer que não é um modo de vida, mas um caminho para os nossos destinos, onde temos que construir a nossa realidade. O ser consciente ousa submergir nas correntes do oceano inconsciente, impulsionado pelo coletivo, sabendo nadar, aprendendo a sair da corrente quando for justo e necessário, para se manifestar, e não viver do sonho dos outros, movido pelas suas intenções.

Esse fluxo não é a desculpa para a nossa irresponsabilidade, mas uma ferramenta de poder para expressar quem somos.

O fluxo diz-nos para onde ir, cabe-nos a nós a decisão de escolher o que fazer quando chegamos. Mantenhamo-nos presentes no aqui e agora.

Sê como o rio e moverás montanhas, é a proposta deste solstício.

Texto de Marisa Ferreira

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