skip to Main Content

Todos nós temos feridas emocionais de infância

As feridas emocionais doem.

Mas muitas vezes desconhecemos a verdadeira origem da dor.

Muitas das escolhas que fazemos na nossa vida é resultado dos nossos medos e das nossas crenças que são, nada mais, do que o resultado do que aprendemos com os nossos progenitores ao longo da nossa infância. Aprendemos a ver-nos a nós e ao mundo através dos olhos deles, através dos comportamentos e das palavras deles.

E é, através dos comportamentos dos nossos pais para connosco, que surgem feridas emocionais de infância, que aprendemos desde cedo a colocar numa caixinha de pandora, para que não tenhamos de lidar com elas. Mas por mais escondidas que estejam, as nossas feridas vêm ao de cima em forma de máscaras, activadas frequentemente por pessoas ao nosso redor que desconhecem as nossas feridas e que desenvolvem em nós comportamentos cuja origem desconhecemos e que, frequentemente, têm efeitos negativos na nossa vida.

E não serve de muito dizeres que não tens feridas.

De acordo com Lise Bourbeau, todos nós, sem excepção, temos pelo menos, 4 das 5 feridas emocionais de infância: Rejeição, Abandono, Humilhação, Traição e Injustiça.

E, ao contrário do que gostaríamos, estas feridas estão presentes em todas as áreas da nossa vida, na forma como nos relacionamos com os outros, e até mesmo, na forma como nos relacionamos connosco. E é precisamente, nos nossos comportamentos que mais fácil é identificarmos essas feridas:
-Se és perfeccionista ou controlador;
– Se tens dificuldade em delegar porque parece que fazes sempre melhor ou mais depressa do que os outros;
– Se tens tendência a ficar num canto porque detestas ser o centro das atenções ou, pelo contrário, se preferes ser a rainha (rei) da festa;
– Se tens tendência de fugir de compromissos ou de te afastares quando te estão a pedir mais do que és capaz de assumir;
– Se acreditas que tens de cuidar do mundo inteiro e te colocas sempre em último;
– Se tens medo que gozem contigo e estás sempre a evitar a vergonha, tua e dos outros;
– Se sentes que tens de te estar sempre a justificar;
– Se tens dificuldade em pedir ajuda;
– Se guardas tudo para ti porque tens medo que vejam a tua vulnerabilidade;
– Se tens dificuldade em cumprir promessas, principalmente contigo mesmo;
– Se mudas rapidamente de estados de humor;
– Se sentes demais as dores dos outros, ao ponto de te deixares afetar por elas;
– Se tens dificuldade em tomar decisões sozinho;
– Se tens dificuldade em ouvir um Não;
– Se achas que nunca ninguém te compreende;
– Se tens dificuldade em aceitar presentes ou elogios

Todos estes comportamentos (e muitos mais) são consequência das tuas feridas emocionais e, geralmente, se pensares neles individualmente, são comportamentos que tens porque “sempre foste assim”, mas são comportamentos que não gostas particularmente, verdade?

Mas então os nossos progenitores são culpados.

Termos esta consciência não serve para apontar dedos ou culpar os nossos progenitores. Muito pelo contrário. Nós imitamos os comportamentos que aprendemos na nossa infância, porque naquela altura em que somos pequeninos, tudo o que acontece à nossa volta é considerado normal. E isso significa precisamente que, as tuas feridas emocionais de infância, são também as feridas emocionais dos teus progenitores que tu aprendeste a imitar. Afinal, se eles não tomaram consciência dessas feridas para as poder curar, passaram-nas a ti sem saberem que te estavam a ferir. Recorda-te que tu também feriste outros sem saberes.

Cada um de nós tem feridas emocionais com que viveu até hoje, isso inclui os nossos pais, amigos, irmãos, colegas, … e, cada um de nós lida com essas dores de forma diferente. Por isso, respeita o caminho deles. Não estás aqui para curar ninguém e, intervires no processo dos outros poderá fazer mais mal que bem se o outro não estiver preparado.

Um dos mais importantes pontos da tomada de consciência relativamente às feridas emocionais é sermos capazes de perdoar e sentir compaixão com aqueles que originaram ou ativaram as nossas feridas, incluindo nós próprios.

 

Texto de Marta Soares
Mindset Coach, PNL, Inteligência Emocional, storyteller, facilitadora do método Louise Hay e do método das 5 feridas de Lise Bourbeau

Relacionado com que edição da F.A.
Relacionado com que área
Back To Top