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Medicinas da Floresta: Plantas de Poder e Enteógenos

Hoje fala-se muito sobre medicinas da floresta. Uns dizem que são sagradas, outros dizem que são drogas.

Talvez ambos estejam a olhar apenas para a superfície.

A verdadeira questão nunca foi a planta.

A questão é: o que estás realmente disposto a ver em ti?

Nenhuma medicina faz o trabalho por ninguém. Não desperta aquilo que não existe.
Não oferece consciência a quem não quer olhar. Pode apenas criar um espaço onde deixa de ser tão fácil fugir.

É por isso que a intenção, o contexto e quem acompanha a experiência são tão importantes.
Não porque existam fórmulas, mas porque tudo aquilo que é profundo merece respeito.
E depois há uma parte de que quase ninguém fala:
A cerimónia acaba… e a vida começa.

É nas relações, no trabalho, na família, nos medos e nas escolhas do dia a dia que se percebe se alguma coisa mudou. Sem integração, até a experiência mais intensa pode tornar-se apenas mais uma memória para contar.

Também acredito que chegou o tempo de deixarmos de discutir se estas medicinas são boas ou más.

A pergunta mais humilde talvez seja outra: como nos relacionamos com elas?
Com respeito ou consumo? Com humildade ou ego? Para fugir da vida… ou para aprender finalmente a vivê-la?

Nem a floresta salva. Nem a ciência salva. Nem um facilitador salva.

Cada um acaba sempre por encontrar apenas aquilo que está disposto a viver.

A medicina nunca esteve na planta, a medicina sempre esteve na consciência de quem aceita ver aquilo de que passou uma vida inteira a fugir.

Se estas palavras despertarem alguma pergunta, então já valeu a pena.

O OCA – O Caminho da Alma estará presente no Festival de Bem-Estar, no dia 12 de setembro, às 17h00, no espaço Viver, para uma conversa sobre as medicinas da floresta, a transformação e o processo de integração.

Mais do que procurar respostas definitivas, este será um espaço de escuta, partilha e reflexão, onde cada pessoa será convidada a sentir e a tirar as suas próprias conclusões.

 

 

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