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Globetrotter

Sinopse “Imagine a School…” Exposição Fotográfica

“E se, da escola não fizessem parte, necessariamente, quatro paredes, mesas, cadeiras e janelas? E se, mesmo havendo salas, não houvesse paredes entre as mesmas e estas fossem aulas abertas sem divisões? E se, do currículo escolar fizesse parte saltar na lama, construir casas nas árvores, lanchar sentados em troncos de madeira, escutar contos dentro de cabanas de ramos de árvores construídas pelas próprias crianças ou brincar espontaneamente debaixo de céu livre? E se, viver em comunidade dependesse do autogoverno responsável e sustentável dos habitantes, não necessariamente de leis pré- estabelecidas? E se, pudéssemos fazer um trekking descalços pela natureza, mesmo debaixo de chuva, percorrendo diversas texturas sensoriais? E se, as crianças pudessem escolher quando aprender e o que aprender, em grupos de trabalho de meninos e meninas de idades diferentes? E se, não houvesse livros nem testes na escola? E se, as crianças pudessem “construir” os seus próprios livros de aprendizagem? E se, aprender o alfabeto se pudesse fazer, escrevendo no ar? E se, as crianças pudessem dormir ao ar livre no Jardim-de-Infância, na hora de descanso? E se, brincar, independentemente das condições do tempo, fosse possível sempre ao ar livre? E se, pudéssemos desenhar o nosso currículo, na Universidade, de acordo com os gostos pessoais, incluindo disciplinas como desenvolvimento sustentável, liderança ou motivação intrínseca? E se, a vida e a educação passassem a ser encaradas como percursos de autoeducação constante em vez de processos de avaliação quantitativa constante? E se, pudéssemos “hackear” a escola? E se, pudéssemos “hackear” a vida ao estilo de uma “pura vida”? E se, aprender matemática se pudesse fazer saltando à corda ou tricotando com as mãos, sem agulhas? E se, a Escola pudesse ser “Livre”? E se, o Yoga ou a meditação Mindfulness fossem parte da escola? E se, a nossa casa pudesse ser a nossa própria escola? E se, aprender se pudesse fazer viajando pelo Mundo?”

 

Simone André da Costa, Psicóloga e autora portuguesa percorreu através de 15 países, “Lugares da Infância Encantada”, visitando 33 Escolas e Comunidades Alternativas no Mundo, como Jardins-de-infância/Escolas Waldorf, Montessori, Jardim-de-infância da Floresta ou as conhecidas Forest Schools, Camphills, Ecoaldeias, entre outros projectos em vários países da Europa, iniciando no ano de 2015 a fase de visitas mundial, retratando a Green School Bali, na Indonésia, como pioneiro e modelo contemporâneo da educação sustentável, como o primeiro de muitos mais projectos de Educação Alternativa no Mundo a visitar. Esta exposição pretende partilhar com Portugal, o trabalho desenvolvido até à data, remetendo para uma reflexão, através da fotografia contextualizada em reflexões de vários autores/pensadores, como Satish Kumar, Rebecca Wild, Rudolf Steiner, John Hardy, etc. Paralelamente estará disponível o seu primeiro livro, editado em 2015, sobre o Projecto Globetrotter.

Através das fotos e do livro, que apresentam os projetos visitados, pretende-se transmitir a ideia de que podemos ser donos da nossa própria educação e como tal, poderemos ter um rol activo muito importante na mudança e na criação de novas formas de desenvolvimento, nas nossas próprias vidas, como indivíduos e, em consequência, nos locais onde vivemos, na Natureza, na Educação, na Economia, nas nossas famílias e nas pessoas que amamos.

Projecto Globetrotter – Escolas e Comunidades Educativas Alternativas no Mundo

 

Simone André Costa/Chiado Editora (2015)

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